CEGEST - Centro de Estudos da Gestalt Terapia

 

JOSÉ ÂNGELO GAIARSA

 

 

Mais um de nossos grandes mestres acaba de nos deixar: o Gaiarsa, como o chamávamos.

 

Aos noventa anos, dormindo, o seu velho coração deixou de pulsar.

 

Durante cinquenta anos, ele influenciou poderosamente a psicoterapia brasileira com seu jeito de ser, de clinicar e de transmitir tudo aquilo que jamais se cansou de aprender com seus mestres (notadamente Jung e Reich), com seus clientes, com seus alunos e com o cotidiano que observava atentamente. Enfim, de aprender com tudo o que buscava insistentemente ou que lhe caia nas irrequietas mãos de arguto investigador/pesquisador.

 

Ajudou-nos sobremaneira com sua visão HOLÍSTICA que desenvolveu, me parece, inclusive em seus programas de televisão, onde, com leveza e humor, aprofundava o cotidiano revelado nas questões simples principalmente das espectadoras, com respostas as mais coloquiais, simples e profundas que podia, o que era a sua marca coerente e harmônica com o seu próprio preceito: não preciso fazer cara feia, sisuda ou solene para dizer coisas sérias”.

 

Acredito (com ele?) que essa forma de se comunicar o tenha afastado da arrogante elite dos profissionais psi. O que, talvez, tenha dificultado ou mesmo impedido que ele fosse mais estudado nesses meios e compreendido na extensão e profundidade que sempre buscou.

 

Escreveu mais de dez livros. Dos primeiros que nos influenciaram, cito de memória: “Respiração e Angústia”, “A Engrenagem e a Flor”. “Tratado Geral da Fofoca” e o pequeno “O Espelho Mágico”. Depois de sua morte há poucos dias, estou lendo e  recomendando, “O OLHAR”, publicado em 2000 e impressionantemente bem informado e atualizado, como deve ser qualquer fonte de um profissional do Terceiro Milênio

 

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