CEGEST - Centro de Estudos da Gestalt Terapia

 

Gestalt - Aqui, agora e mais além

Notas e Notícias

 

   por Enila Chagas*

       

 

Setembro 2010

 

  • CEGEST & COMUNIDADE

O CEGEST tem se preocupado em ampliar a relação com a comunidade.  A Clínica-escola, dentro de suas possibilidades, presta serviço de atendimento em psicoterapia.  As ações podem se ampliar através de cursos avulsos (breves) que informem e esclareçam os interessados sobre questões que afligem a sociedade de hoje. Foi nesse sentido o curso sobre alcoolismo e drogas apresentado por Rosane Correia, Antônio Cintra e Ma.Luci Porto,     nos dias 10 (à noite) e 11 (dia) desse mês de setembro. Freqüência e repercussão foram muito positivas, incentivando novos projetos. Nossa programação incluirá outros mini-cursos, palestras e filmes com discussão, em datas a serem divulgadas.  Você pode se informar na secretaria do CEGEST , pelo tel. 3274-0061.

 

  • FALANDO DE FILMES, MAIS UMA VEZ...

É nossa preocupação estar identificando e apontando filmes que ampliam o crescimento individual e profissional.  Trata-se de pensar sobre temas, pessoais ou de outros, que explorem valores, emoções e relacionamentos – tudo isso em permanente e célere processo de mudança. Agora pretendemos mais: realizar uma sessão de cinema mensal, no próprio CEGEST.  Se você se interessar, entre em contato com nossa secretaria, a partir de 4 de outubro (tel. 3274-0061)

 

  • MONOGRAFIAS

Nossos cursos de especialização caminham..... Após os três anos de teoria e prática, estamos no momento de entrega das monografias.  Elas abordam assuntos diversos, que podem interessar aos freqüentadores deste site, principalmente alunos de psicologia e áreas afins.  Estaremos divulgando as datas de apresentação e temas abordados.  Acompanhem nosso site.

 

  • Livro do mês
    Um Toque na Estrela
    Autora: Benoîte Groult
    Editora: Record
    Publicado em português em 2009

A autora é uma conhecida jornalista francesa. Atualmente com 86 anos, feminista assumida, participou, desde os acontecimentos de 1968, do movimento cultural em favor da mulher e da análise das mudanças ocorridas nas relações pessoais nos últimos 50 anos. Já aposentada da imprensa diária, dedica-se a escrever livros, sempre explorando os valores assumidos no amadurecimento de uma vida bem vivida e bem pensada. O livro foi um grande best-seller na Fança.

Um Toque na Estrela parte de uma narradora quase sempre na primeira pessoa e se desenvolve em torno do feminino e das vicissitudes do envelhecimento.  Ela faz isso com leveza e bom-humor, mesmo ao constatar as naturais restrições físicas e as injustas restrições impostas pela sociedade aos mais velhos. A postura feminista não a impede de valorizar enfaticamente o amor, em suas variadas formas: romântico, conjugal, familiar, entre amigos.  Ressalva sabiamente que o amor não pode ser usado para escravizar uma mulher dentro de uma relação. Nesse sentido, relata o casamento de uma irmã querida com um marido tirano, do qual só se liberta na morte.  Ao mesmo tempo, traz o relato de um romance de muitos anos de sua filha casada com um homem também casado.  Ele fica viúvo, mas não assume o louco amor que dizia sentir.   Nessas historias, aparentemente tão diversas mas na verdade muito semelhantes, fica clara a fragilidade da mulher ao se colocar como prisioneira de um afeto.  O tema morte perpassa o livro de uma forma delicada e habilidosa, através da figura de uma Moira, que no primeiro capítulo comenta: “.......ser uma Moira tornou-se um emprego apaixonante desde que tantas pessoas, que passaram seus verdes anos se achando eternas, perdem o norte conforme a flor da idade vai murchando e surge, inexorável, o fruto da maturidade”.   Assim, enquanto lemos sobre os incômodos da velhice (para si e para os outros), somos apresentados à beleza de se estar vivo e à necessidade de desfrutar o momento presente e a plenitude.  O livro é um hino à vida – emociona e faz pensar.  Concluo com algumas observações da autora:

“A velhice é tão longa que não devemos começá-la muito cedo”.

“O que há de melhor na navegação é desembarcar”.

“O feminismo nunca matou ninguém – o machismo mata todos os dias”.

 


* Enila Chagas (CRP 01/631-5) é psicóloga clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
  . contato:  enilachagas@uol.com.br

 

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