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Gestalt - Aqui, agora e mais além Notas e Notícias
por Enila Chagas*
Maio/2008
“O Drama da Criança Bem Dotada”, de Alice Miller, tem sido republicado largamente nos cerca de vinte e dois países em que foi traduzido. A autora mais uma vez retorna a esta obra, revisando-a sob novo título: The Drama of Being a Child. Ela retorna à tese da importância da relação criança/mãe no desenvolvimento infantil. Os aspectos novos dessa revisão estão na atenção maior dedicada a alguns pontos. Tomamos como exemplo o capítulo 1: The Drama of the Gifted Child and How We Become Therapists. É uma edição em inglês da Virago Press, Londres, 2005.
Na próxima edição de nosso site divulgaremos a programação do CEGEST para o segundo semestre de 2008. Serão eventos abertos ao público. A proposta é provocar a reflexão naqueles interessados em temas pertinentes à vida pessoal e à comunidade gestáltica de Brasília. Teremos palestras seguidas de discussão do grupo presente.
Psicoterapeutas pertencem ao grupo de profissionais que estão em constante aprendizagem. A dificuldade inicial comum dos recém-formados (“ainda não me sinto “pronto” para o trabalho) se transforma em freqüentes dúvidas que surgem no dia a dia dos profissionais da área. Cursos, congressos, discussões com colegas são recursos que todos utilizam. Sugerimos ainda um outro recurso: os bons livros - sobre psicologia ou sobre historias que discutam os questionamentos maiores do homem. Eles são um grande apoio, além de acessíveis a praticamente todos nós. Daí a questão: temos uma estante, ou uma prateleira, reservada para esses livros? Eles são nossos companheiros na psicoterapia!
Fazemos alguma sugestões de livros publicados recentemente:
O Self Desdobrado – Perspectiva de Campo na Gestalt-terapia.
Infiel - Notas de uma Antropóloga
O Carrasco do Amor e Outras histórias sobre Psicoterapia E muitos outros, que poderemos recomendar a partir do interesse dos internautas que acessam nosso site.
Oscar e a Senhora Rosa Eric-Emmanuel Schmitt é um conhecido autor francês, pouco divulgado no Brasil. Em 2002 foi publicada uma trilogia sua, da qual destaco Oscar e a Senhora Rosa. À primeira vista é um conto de fadas “filosófico”, ao mesmo tempo poético, triste e cômico. Um menino de dez anos, gravemente enfermo, internado em um hospital, escreve cartas a Deus, falando de suas angústias, da relação com os pais e amigos, de suas esperanças. Através de diálogos com uma senhora idosa (Rosa) que o visitava diariamente, surgem temas profundos que atingem com força o leitor. Dizia-lhe Rosa: “a cada dia olhe o mundo como se o visse pela primeira vez.” Assim, a cada dia renascia a esperança. Sob um formato aparentemente ingênuo, o leitor é levado a refletir sobre o sentido da vida. O livro é eivado de espiritualidade, mas penso que sua mensagem pungente atingirá tanto aqueles que têm uma crença quanto os mais céticos. Os outros dois livros que compõem a trilogia são Seu Ibrahim e as Flores do Corão (sobre a amizade de um menino judeu e um árabe) e Milarepa (sobre o budismo).
* Enila Chagas
(CRP 01/631-5) é psicóloga
clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das
fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
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