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Gestalt - Aqui, agora e mais além Notas e Notícias
por Enila Chagas*
Fevereiro/2007
No mês de janeiro a cidade pára e nós também – quase todos em férias ou em “estado” de férias. É tempo de descanso e de fazer novos planos e programas de trabalho. Fevereiro marca a reabertura das atividades do CEGEST. Dia 7/2 ocorreu a primeira aula de mais um curso de especialização em clínica em Gestalt-terapia. A coluna dá as boas-vindas aos novos alunos!
O ano de 2007 traz muitas oportunidades para um maior contato com a produção recente da Gestalt-terapia, no Brasil e no exterior. Nossos terapeutas e psicólogos em outras áreas estão em um processo contínuo de “se fazer”. Felizmente tentamos evitar a pretensão de estarmos “prontos”. É importante ouvir e discutir as novas idéias que surgem na GT.!
Continuam abertas as inscrições para o X Congreso, que se realizará em Córdoba, na Argentina, nos dias 24 a 27 de maio de
2007. Quem sabe o Brasil se fará presente com um bom número de profissionais e
estudantes da Gestalt-terapia? Informações no site:
Estão abertas as inscrições para o Congresso
Nacional de Gestalt-terapia, que é realizado a cada dois anos. O Rio de Janeiro
será a sede do evento, em setembro de 2007. Entre no site e verifique as
condições de inscrição e de apresentação de trabalhos.
IGTB e CEGEST se unem para trazer a Brasília o
conhecido Gestalt-terapeuta e professor francês JEAN-MARIE ROBINE, de 27 a 30 de
abril deste ano. Haverá atividades para profissionais e para alunos dos cursos
dos dois institutos. Informe-se nas secretarias:
“O Self Desdobrado – Perspectiva de
campo em Gestalt-terapia” Jean-Marie Robine é um dos importantes gestaltistas da atualidade. Ele mantém um movimentado centro de estudos em Bordeaux (França) e ensina em diversos outros países. Seu trabalho toma como referência maior o Gestalt Terapia, de Perls e Goodman, obra básica de nossa abordagem. Sem afastar-se dos princípios que deram forma à GT, o autor apresenta novas idéias que abrem discussões e caminhos para a psicoterapia que hoje praticamos. As raízes teóricas culminam em observações sobre a relação terapeuta-cliente. Ele se interessa particularmente pela aplicação do paradigma da teoria de campo à situação terapêutica, enfatizando os eventos do campo como mais importantes que os eventos no campo. O autor retorna às funções do self descritas por Perls e Goodman, mas nessa releitura a teoria do self é apresentada em sua forma mais atual, fugindo de qualquer reificação do conceito. Na Apresentação da obra ele diz: “O que vivo como ‘eu mesmo’, ou seja ‘meu self’, não é nada mais além de um campo com várias dobras” Robine se estende ainda por vários outros temas, como awareness, resistências, vergonha e outros. Recomendo a leitura para profissionais e estudiosos da Gestalt-terapia e outras abordagens de filiação filosófica e teórica semelhantes.
* Enila Chagas
(CRP 01/631-5) é psicóloga
clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das
fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
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