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Gestalt - Aqui, agora e mais além Notas e Notícias
por Enila Chagas*
Outubro/2006
Finalmente chegou o momento do II Encontro Candango! É importante para os profissionais da psicologia participar ou ter participado de um movimento criado em nossa cidade, com a apresentação de trabalhos daqui e de Goiânia. Abre-se uma porta para pessoas que até agora não eram conhecidas da comunidade gestática e é um incentivo para a produção escrita de que carece a Gestalt Terapia.
Os profissionais que não puderam participar do II Encontro Candango podem ter também algum proveito. Entrem em nosso site e examinem a programação. Vocês poderão trazer para seus próprios grupos de discussão os temas relevantes da Gestalt Terapia de hoje: responsabilidade social, ética, o trabalho com pessoas em sofrimento mental, o espontâneo na Gestalt Terapia, reflexões sobre a criança, e muitos outros. É sempre hora de se atualizar!
É bom relembrar que estão abertas as inscrições para o novo Curso de Especialização em Clínica do CEGEST, a ser iniciado na primeira semana de fevereiro de 2007. Apresente-se para ser entrevistado: nós também estaremos nos apresentando a você.
Livros de ficção de bons autores também alargam o horizonte do psicoterapeuta.Muitos deles tratam em profundidade das relações, tema figural em nosso trabalho. Junte utilidade + prazer e não deixe de ler: O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini)); Carta ao Pai (Kafka); Quando Nietzche Chorou (Yalom); e muitos outros.
Livro do mês
Por Que Amamos- A natureza e a química do amor romântico Helen Fisher Ed. Record – 362 páginas.
A autora desenvolve forte argumentação sobre o amor romântico, que ela acredita, irá ressurgir novamente. Nesse sentido, a contribuição do livro é pouco relevante. Entretanto, ela trata com boa fundamentação o substrato químico subjacente às emoções ligadas ao amor. Fisher se apóia nas pesquisas de neurocientistas que analisaram as reações cerebrais de pessoas apaixonadas através da ressonância magnética. Esses exames demonstraram que determinadas partes do cérebro se “acenderam”, por aumento da corrente sanguínea. A autora entende que o apaixonamento é mais que uma emoção. É um instinto poderoso, comparável à fome, que estaria instalado em nosso cérebro ao longo de milhões de anos de evolução. Ela discute ainda o que acontece em nossa bioquímica quando amamos.
A argumentação de Helen Fisher certamente faz parte de outros livros sobre o tema, já que cada vez mais aparece a tendência de valorizar o componente biológico em na formação e funcionamento do homem. Como psicólogos, devemos ter um olhar crítico para esse tendência sem, entretanto, rejeitar conhecimentos que possam abrir-nos novos horizontes. Assim, não podemos ignorar os resultados obtidos pela neurociência, nem podemos “engoli-los” inteiros: eles têm um caráter determinista que não se coaduna com o modelo de homem proposto pela Gestalt Terapia e por outras linhas. Mas, por sua amplitude e divulgação, precisamos conhecê-los.
Assim, recomendo a leitura de Por Que Amamos com um olhar crítico, mas sem pré-conceitos.
* Enila Chagas
(CRP 01/631-5) é psicóloga
clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das
fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
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