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Gestalt - Aqui, agora e mais além Notas e Notícias
por Enila Chagas*
Junho/2006
A Secretaria de Saúde do GDF está lançando concurso público para preenchimento de vagas na área. Vários profissionais, como médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e outros, poderão participar. Os psicólogos estão excluídos dessa lista. É difícil entender por quê, já que a demanda é enorme em praticamente todas as unidades de saúde pública. Vivemos o paradoxo de clientes precisando de atendimento psicológico e de psicólogos lutando por um lugar para atender.
Em comemoração do Dia do Psicólogo (25/8/2005), representantes da direção do CRP/01 apontaram a falta de políticas públicas na área de saúde do DF. Relataram ainda suas gestões junto às autoridades competentes para o aumento do número de psicólogos na rede de saúde. A exclusão desses profissionais no próximo concurso é injusta e inexplicável.
O CEGEST E O IGTB estão recebendo os resumos dos trabalhos a serem examinados pela comissão científica do evento. Entrem no site www.candangogestalt.com.br para escolher a modalidade de participação e verifiquem o prazo para a entrega dos resumos. Lembrem-se que o objetivo maior do Candango é abrir espaço para a participação de gente nova na Gestalt Terapia. Os trabalhos deverão ser encaminhados à Comissão Organizadora através do e-mail candangogestalt@yahoo.com.br, ou por correspondência para as secretarias dos dois institutos.
Livro do mês Mentiras no Divã Irvin D. Yalom Ediouro (2006) – 4002 páginas Mentiras no Divã confirma o talento de Yalom para, através da ficção, analisar a relação terapêutica e o processo de “cura”, enfatizando sempre os aspectos imprevisíveis e incontroláveis. Nesse último livro, ele descreve a atuação de três analistas com diferentes propostas de trabalho e a rigidez das regras impostas pela sociedade psicanalítica. A luta interna de poder é evidenciada, o que nos remete às atividades de qualquer grupo humano, ainda que o fenômeno muitas vezes não seja percebido ou nomeado. Ao mesmo tempo, ele busca mostrar que nossas características pessoais estão presentes na relação terapêutica, assim como as motivações de nossos clientes. Sem dúvida ocorre um encontro (ou desencontro) entre pessoas, com tudo que isso acarreta. O livro nos faz pensar: até que ponto nos “defendemos” dessa forma de estar junto com o outro, preferindo a segurança das teorias e regras? Sem dúvida precisamos da teoria e das regras, mas elas não podem estar acima do contato que acontece entre as duas pessoas presentes. A Gestalt –terapia acredita que não existe relação neutra: ela será curativa ou patológica. Assim é possível acreditar que a relação também “cura”. O livro enfoca especialmente a tentativa de um dos analistas que de experimentar uma nova maneira de trabalhar, o que resulta em fazer o leitor também psicólogo a avaliar sua própria atuação. Também os leitores de outras áreas poderão se divertir com a maneira irônica com o tema é tratado. Mas corremos o risco de que eles tenham muita dificuldade em nos procurar como clientes!
* Enila Chagas
(CRP 01/631-5) é psicóloga
clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das
fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
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