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Gestalt - Aqui, agora e mais além Notas e Notícias
por Enila Chagas*
Julho/2006
A formação do psicólogo é um processo contínuo de aprender, refletir e aprender de novo. A participação em Encontros, Seminários e Congressos faz parte dessa caminhada, enriquecida pela contribuição de profissionais competentes. É o caso do biólogo chileno Humberto Maturama, cuja obra é bem conhecida no Brasil. Ele virá a Campinas nos dias 22 e 23 de setembro próximo, para a Jornada Biologia do Amor. Informações: www.biologiadoamor.com.br
Participe da pesquisa que visa atualizar o
retrato do psicólogo brasileiro nos dias atuais. O projeto foi planejado por
profissionais de várias instituições, reunidos em um grupo de trabalho da ANPEPP-Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia, e é
financiado pelo CNPq. Para responder à pesquisa, acesse o site:
Você já apresentou seu resumo para participar do nosso Candango II? O prazo está se esgotando! Os resultados dos trabalhos aceitos pela Comissão Científica serão divulgados na segunda quinzena de agosto.
Historia do Amor no Brasil No dia-a-dia vida/trabalho do veloz mundo em que vivemos, recebemos uma massa de informações tão grande que raramente temos vontade e tempo para “digeri-la”. Assim é perdido muito do que se passa em nosso contexto e que daria sentido mais profundo a essas informações. Para nós gestaltistas, que funcionamos em termos de figura e fundo, a perda do contexto (fundo para o surgimento e a troca de novas figuras) é significativa. A Historia do Amor no Brasil muito tem a acrescentar no sentido de ampliar o conhecimento do contexto de onde surgem as relações amorosas e como elas são influenciadas pelo momento histórico e pelo grupo social que determina os papéis masculinos e femininos. Mary Del Priori, conhecida já por outra obras, percorre quinhentos anos da historia do amor e faz um convite ao leitor: “...mesmo correndo riscos, convido o leitor a olhar um pouco pelo retrovisor da Historia para, por meio dos mais variados documentos, extrair ecos desses suspiros, transportes, chamas, doçuras, ternuras, por vezes tempestades e ódios que traduzam a ligação visceral a uma pessoa. Que expliquem a irremediável necessidade que se tem de alguém.” (pág. 16) Parece que o convite acima já diferencia esta obra, escrita com muita leveza, de antigos e pesados livros de historia de outros tempos. Há ainda belas ilustrações. Recomendo sua leitura àqueles que trabalham com o tema, como os psicólogos, e também para aqueles que simplesmente amam.
* Enila Chagas
(CRP 01/631-5) é psicóloga
clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das
fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
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