CEGEST - Centro de Estudos da Gestalt Terapia

 

Gestalt - Aqui, agora e mais além

Notas e Notícias

 

   por Enila Chagas*

       

 

Dezembro/2006

 

  • CEGEST + IGTB.....

..........comunicam a vinda a Brasília de Jean-Marie Robine, renomado gestalt-terapeuta e escritor francês, em abril de 2007.  Já nos próximos dias terá início a divulgação dos eventos ligados a sua vinda e serão abertas inscrições nas secretarias dos dois institutos.

  • NOVO LIVRO SOBRE GESTALT-TERAPIA

Já está publicado em português, pela Summus Editorial, o livro O Self Desdobrado, de Jean-Marie Robine. Trata-se de uma visão moderna e consistente da Gestalt-Terapia atual, conforme é praticada na França.  O autor viaja por muitos outros países divulgando nossa abordagem.

  • CURSO DE ESPECIALISTA EM CLÍNICA

Conforme já divulgamos anteriormente, o CEGEST inicia nova turma de especialistas em clínica em Gestalt-Terapia em fevereiro de 2007.  Acompanhe em nosso site notícias de outros cursos que serão organizados pelo CEGEST no próximo ano.

  • O ANO QUE VAI, O ANO QUE CHEGA

Todo momento é bom para parar e refletir sobre como estamos e para onde queremos ir. O ritual da mudança de Ano é um lembrete especial para essa parada.  É o contínuo evoluir de nosso aqui e agora na marcha inexorável do tempo... Cabe a cada um refletir sobre a oportunidade de um questionamento sobre nós mesmos, enquanto pessoas e profissionais.  

  • O ABRAÇO DA COLUNA...

.......aos colegas do site e a todos aqueles que o freqüentam. Desejo que continuemos juntos em 2007 e por muito mais tempo!

  • COMENTANDO LIVROS

Livro do mês

“A Distância entre Nós” – romance
Thrity  Umrigar
Editora Nova Fronteira (2006) – 331 páginas.

Em anos recentes, as editoras brasileiras têm aberto espaço para a publicação de autores orientais e africanos.  Abriu-se uma porta para o conhecimento de excelentes obras de vários países, como o Japão, a China, a Índia, Angola e outros.  É o caso de nosso “livro do mês”, de autora indiana, que nos proporciona, através de um romance, uma visão aguda da cultura e da situação atual de seu país.  Normalmente, o público brasileiro conhece a Índia de um ponto de vista econômico, pois a imprensa comenta com freqüência o progresso que lá ocorre e que se reflete no cenário mundial.  Na comparação, o Brasil aparece sempre em desvantagem. Thrity Umrigar nos proporciona um novo olhar: sob o aparente progresso da India, permanecem a distância imensa entre pobres e ricos e, de forma muito dolorosa, a discriminação racial e de castas.  Aliás, é intenção da autora, expressa em entrevista recente ao jornal O Globo, denunciar o atraso do desenvolvimento do país nos aspectos sociais e culturais.   Ela o faz através das histórias de duas mulheres, a patroa e a empregada, que convivem juntas já há muitos anos, com afeto.  Ainda assim, é brutal a diferença entre suas vidas.  Se ambas não escapam das tristezas próprias da condição de esposa e mãe, tudo mais as distingue, já que uma pertence aos “parse” (frequentemente da classe média alta) e a outra aos “intocáveis”, casta sujeita à miséria e ao desprezo da sociedade.  Através do romance, fica claro o libelo contra os preconceitos, tão arraigados que mesmo a consciência deles não impede que apareçam. Um exemplo disso é a impossibilidade da patroa de permitir que a empregada se sente nas cadeiras usadas pela família ou use qualquer cama para se deitar, nas ocasiões em que dorme no emprego. Embora reconhecendo a injustiça,ela tem uma resistência visceral a permitir uma aproximação desta espécie com a serviçal. Esta questão toca de perto a nós, gestaltistas, sempre preocupados em trabalhar a awareness dos preconceitos nossos e de nossos clientes, alunos, etc. Sem dúvida eles são um claro impedimento a um bom contato conosco e com os outros. Muitas vezes, ainda que envergonhados, não conseguimos nos libertar deles.

Recentemente, têm aparecido artigos - principalmente de autores americanos conscientes da discriminação racial em seu país - chamando atenção para os preconceitos, tanto aqueles que conhecemos quanto aqueles tão profundos que os ignoramos.  Ainda assim, ambos estão presentes em nossas relações com o outro.  Vale a pena refletir sobre isso: recomendo a leitura de “A Distância entre Nós”.


* Enila Chagas (CRP 01/631-5) é psicóloga clínica, membro da Diretoria e docente dos cursos do CEGEST, do qual é uma das fundadoras. “Viciada” em livros, ousa assinar esta coluna.
  . contato:  enilachagas@cegest.org.br

 

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